Em mais uma ação mal sucedida da organização pública paga por cada cidadão para protegê-lo, morreu ontem Luiz Carlos Soares da Costa, de 36 anos, administrador de empresas e pastor evangélico. Ele pertencia à Igreja Assembléia de Deus Terra da Promessa, na Avenida Vitória Régia, Cidade Universitária.
Depois de ser feito refém de um único bandido, de 18 anos, em um sequestro relâmpago, Luiz Carlos estava no banco carona do seu carro, quando quatro policiais do 22 BPM (Maré) realizaram uma perseguição e em seguida o fuzilamento (o carro recebeu dez perfurações), revidando os disparos do assaltante.
A tragédia aconteceu no Rio de Janeiro, no bairro São Cristovão. O pastor foi atingido por três tiros e foi estupidamente retirado do carro pelos policiais. Morreu no hospital. O bandido levou um tiro nas costas e está vivo.
Informações detalhadas têm sido noticiadas pela mídia. A população mostra crescente revolta e medo com tantas mortes de inocentes causadas pela Polícia, que têm optado pela abordagem do confronto e da violência, custe o que custar. A organização se defende e diz que disparou porque foi “injustamente atacada”. Isto depois de ter matado por engano o menino João Roberto, de três anos, em menos de 10 dias.
Luiz Carlos, que não é polícia nem bandido, recebeu um “ataque injusto” e está morto. Os quatro PMs envolvidos estão soltos. O criminoso deverá se recuperar. E a comunidade evangélica chora, certa de que aqui não é um mundo de justiça, aqui não é ainda o céu. Mas a perplexidade é inevitável, a dor pelo outro também.
Quem vai confiar em quem???