Edição 81 - ABR / 2008
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Todos falam de felicidade
Virgínia Rodrigues

O que se pode dizer sobre felicidade, um sentimento freneticamente perseguido por nós mortais? O escritor C. S. Lewis deu sua opinião: “Se você anseia por felicidade, não escolha o cristianismo, escolha um bom vinho”. O grande pregador Charles Spurgeon também acrescentou: “Não é o quanto você tem, mas o quanto você desfruta que faz a felicidade”.

Enfim, todo mundo pesquisa, analisa e opina. Mas será que todos sentem o que é o verdadeiro sentimento intitulado felicidade? Os livros estão aí para explicar. No entanto, o melhor dos livros, a Bíblia, também traz suas orientações. Afinal, Jesus disse que veio para nos trazer vida e vida com abundância. Talvez seja por isso que tanta gente confunde felicidade com total ausência de problemas e privações. Que Evangelho inventado é esse que prioriza o prazer e a prosperidade?

A felicidade também é cantada, transformada em prosa e verso, rimada e até produzida. Existem aqueles que se obrigam a ser felizes e os que fingem que são. Há livros de auto-ajuda, instruções passo a passo para as formas de felicidade, um ideal de vida quase imaginário.

Enfoque escolheu este tema, aparentemente comum, só que sempre presente na mente e na pauta das conversas dos cidadãos do planeta Terra. Sim, porque ainda estamos nesta vida terrena, querendo o melhor de todos os mundos, buscando o máximo de proveito em tudo, sem perdas e danos.

Mas o que a Bíblia fala sobre felicidade? Eu mesma fui questionada. Será que nós, como servos de Deus, somos felizes ou somos alegres? A Bíblia nos garante felicidade ou apenas nos diz que “a alegria do Senhor é nossa força”? Se vivemos em uma cultura em que “o importante é ser feliz” (não importando muito de que forma e como), o que pensar quando nos deparamos com uma fé que precisa ser exercitada incondicionalmente diante de prejuízos ao nosso bem-estar?

Tantas perguntas eu mencionei de propósito. A reportagem de capa ajudará você a melhor respondê-las. Esteja certo de que ser feliz pode gerar até estresse, pode exigir um preço alto, como pode também ser muito simples. O melhor, creio eu, é ler as páginas adiante e ousar identificar a felicidade como algo que você jamais pensou ser ou existir.

Afinal, por que há tanta gente sorridente, mesmo com a vida arruinada? E por que existem tantos outros sempre infelizes, tendo a existência tão bem suprida em muitas áreas? O ser humano é mesmo complicado, não?

Em tempo, há esperança para os que estão na dúvida, pois Cristo nos apontou as bem-aventuranças e são elas que, de forma quase contraditória, e certamente misteriosa, esclarecem nosso caminho em busca da felicidade. Por isso, assim como eu fui atraída a pensar de forma mais lateralizada sobre o assunto, convido você a se interessar ainda mais sobre sua vida feliz ou infeliz. Os efeitos de mais descobertas podem ser muito bons.

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