Edição 81 - ABR / 2008
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EDIÇÃO 81 > ESPECIAL DE CAPA
O que a Bíblia fala de felicidade
Você é mesmo feliz?
Oziel Alves e Priscila Gorzoni

O que faz alguém feliz? Ter muito dinheiro no bolso, servir a Jesus, passar no vestibular, se casar ou simplesmente ver um pôr do sol? Pode até parecer simples tentar definir felicidade, mas não é. “Felicidade pode se referir a uma aspiração, uma esperança ou ideal, em que não haja sofrimento, privações e frustrações. O nosso desafio é o desenvolvimento, a autonomia, descobrirmos ‘qual é a nossa’, o que temos de essencial e original. Isso irá nos dar autonomia e liberdade para nos realizar, nos satisfazer e nos deixar mais em harmonia com o que somos de fato”, reflete Oswaldo Ferreira Leite Netto, médico psiquiatra, diretor técnico do Serviço de Saúde e Psicoterapia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Esse sentimento que há tantos anos persegue o ser humano não vem como um “pacote pronto”. A felicidade se constrói a partir da capacidade que cada pessoa tem de interagir com os aspectos positivos e negativos da sua própria história de vida e realidade. “A pessoa feliz é aquela que aprendeu a lidar com seus problemas, limitações, mas sobretudo acredita nas suas potencialidades. Deus nos dá a cada manhã a possibilidade de novas realizações. Por isso, precisamos ter coragem de reescrever nossa história de vida com capítulos de felicidade, apesar de possíveis dissabores”, exemplifica Sérgio Fonseca, psicólogo clínico e pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana do Fonseca, em Niterói, Rio de Janeiro.


A BIOLOGIA DA FELICIDADE

A descoberta da localização da felicidade no cérebro se deve ao professor de psicologia e psiquiatria Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Davidson relatou que esse sentimento concentra-se na cinzenta, uma região conhecida como lobo temporal esquerdo, também responsável pelo aprendizado, linguagem e decodificação dos sons.

Davidson chegou a essa conclusão após medir com eletrodos a atividade cerebral de monges budistas em meditação. Quando alcançavam o estado de bem-estar absoluto, a atividade elétrica no lobo temporal esquerdo disparava. Dessa forma, o pesquisador provou que ser ou estar feliz é biológico.

O caminho da felicidade dentro do cérebro é interessante. O nervo óptico transforma em impulsos nervosos a imagem captada pela visão. Em seguida, o córtex visual decodifica a informação e a envia para o tálamo, que é responsável pelas emoções. Depois o hipocampo compara as informações recebidas com as arquivadas como se fossem arquivos de disquetes.

A situação vivenciada é associada com recordações e lembranças vividas em momentos anteriores. Na amígdala, a informação recebe um conteúdo emocional com base nessas associações positivas, resultando em uma sensação de euforia. Depois de percorrer várias partes do sistema límbico, retorna novamente pelo tálamo. Quando os impulsos chegam ao córtex pré-frontal, são analisados racionalmente. Misturam-se emoção e razão, que são enviados para o septo, no sistema límbico. Lá se forma a intensa sensação de alegria.


No dicionário de Língua Portuguesa, a palavra felicidade possui várias definições: qualidade ou estado de feliz, ventura, contentamento, bem-estar e bom êxito. O nome felicidade, curiosamente, foi dado pela primeira vez pelos antigos gregos por volta do século 7 antes de Cristo. Naquela época, a palavra já carregava sua complexidade e ganhou vários sentidos dentro das linhas filosóficas. Para Tales de Mileto, não era possível distingui-la do prazer sensual e da saúde física. Já para Platão, ser feliz é ser virtuoso, e esse sentimento só seria alcançado se moral e deveres fossem cumpridos. Para Aristóteles, ela era o objetivo último da humanidade e só viria através de uma vida virtuosa. Mais tarde, São Tomás de Aquino, filósofo cristão da Idade Média, definiu a felicidade possível apenas quando em comunhão total com Deus.

A partir do século 17, a felicidade volta a ser vinculada ao prazer como era na Grécia antes de Platão. Já no século 19, John Stuart Mill proclama felicidade como sendo possível através de circunstâncias objetivas. Enquanto o alemão Immanuel Kant a vê como inatingível, já que depende da realização de todas as necessidades e inclinações dos seres humanos. No século 20, os filósofos passam a dar pouca importância ao tema e a felicidade só é retomada com mais afinco a partir de Sigmund Freud, austríaco e criador da psicanálise. Para ele, o conjunto das atividades psíquicas tem o propósito de proporcionar prazer e evitar o desprazer.


Anne Caroline Silva considera como felicidade a satisfação de seus desejos e vontades, mas acrescenta que mesmo a adversidade traz algo que pode ensinar a se tornar melhor e mais forte

Atualmente, o médico e psiquiatra Flávio Gikovate tem se dedicado ao tema e o trata em seu novo livro Dá pra Ser Feliz... Apesar do Medo, da MG editores. Na obra, Gikovate define a felicidade como dependente da capacidade de viver em paz pelo maior tempo possível. O autor vai mais longe e considera a questão complexa, pois está ligada a uma disposição inata, ao contexto socioeconômico, cultural, e a quanto alguém é capaz de evoluir emocionalmente. “Aceitar a incerteza que nos cerca, compreender como pode nos favorecer ou prejudicar, absorver o mais rapidamente possível os acontecimentos adversos e manter uma disposição positiva em relação ao futuro, já que ele também pode nos reservar acontecimentos ótimos, é um indicador de maturidade emocional, porque cria condições para sermos mais felizes”, explica Gikovate.


PEQUENOS ATOS

Diante de visões psicológicas e filosofias, uma certeza é unânime: pequenas coisas e atos podem fazer alguém feliz. Isso, inclusive, é o que garante Mihaly Csizkszentmihalyi, psicólogo e pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Ele foi o primeiro estudioso a demonstrar esse sentimento como um estado de espírito que pode ser explicado por meio de um esforço racional. Descreve a felicidade como uma sensação que se tem quando se está imerso, concentrado em atividades onde há desafios e possibilidades de crescimento pessoal.


O PAÍS MAIS FELIZ

O Brasil é o nono país “mais feliz”, segundo o levantamento feito pelo instituto britânico de pesquisa de mercado GfK NOP. Segundo a pesquisa, o país com a população mais feliz é a Austrália, seguido dos Estados Unidos, Egito, Índia, Reino Unido e Canadá. A pesquisa entrevistou 30 mil pessoas, de 13 anos ou mais.

Nas entrevistas feitas entre dezembro de 2004 a fevereiro de 2005, todos responderam à seguinte pergunta: “Quão feliz você se considera com a qualidade da sua vida?”. No Brasil, 29% dos entrevistados se disseram “muito felizes”, 53% se consideraram “satisfeitos”, 14% afirmaram estar “desapontados” e 2% “muito infelizes”.

Setenta e cinco por cento dos brasileiros entrevistados elegeram uma boa saúde como o principal responsável por uma vida melhor. Em seguida, com 63%, vem o sonho da casa própria. A estabilidade financeira também é considerada importante, ficando em 3º lugar na lista brasileira.

Para Nick Chiarelli, um dos responsáveis pela pesquisa, as pessoas dão mais valor a bens imateriais do que a dinheiro e posses. A pesquisa também mostra que, embora dinheiro não compre felicidade, as pessoas querem ter estabilidade financeira. O país mais infeliz é a Hungria, onde 35% dos entrevistados se disseram “desapontados” ou “muito infelizes”. Em seguida, a Rússia (30%), a Turquia (28%), a África do Sul (25%) e a Polônia (24%). A França aparece em nono lugar na lista dos países mais infelizes. Boa aparência, um bom período de sono, fé, higiene pessoal e férias regulares também caracterizam pessoas felizes.


Esse estado prazeroso chamado de fluxo foi observado pelo pesquisador americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin. Ele verificou que as pessoas que o experimentavam ativavam uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal esquerdo, que também melhora o funcionamento do sistema imunológico.

Por outro lado, para ser feliz, segundo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, é preciso alcançar três aspectos diferentes: prazer, engajamento e significado. Os três podem acontecer quando há dedicação a Deus. Pesquisas mostram que pessoas religiosas consideram-se mais felizes que as não religiosas.

Ajudar o semelhante ou se engajar em alguma causa social é outro tópico para um ser humano se sentir feliz. Seligman chegou a essa conclusão após constatar a presença da sensação em um grupo altruísta. O pesquisador vai mais longe e considera como infelicidade a inabilidade de lidar com a tristeza e a cobrança de ter que ser sempre feliz.



PEQUENOS PASSOS IMPORTANTES
O escritor Augusto Cury ensina dez lições fáceis e simples para dias mais felizes. A lista abaixo foi retirada de seu livro Dez Leis para Ser Feliz (Editora Sextante).

1ª lição – Contemplar o belo: faça das pequenas coisas um espetáculo para os olhos

2ª lição – Sono reparador: não leve problemas para a cama e relaxe de verdade quando estiver repousando

3ª lição – Faça coisas fora da agenda: quebre a rotina, seja inusitado e invente atividades e caminhos diferentes

4ª lição – Pratique exercícios físicos e tenha uma alimentação saudável: escolha uma atividade física que lhe dê prazer, alimente-se com equilíbrio e saúde

5ª lição – Gerencie suas emoções: trabalhe sua ansiedade, medos e sentimentos destrutivos. Canalize seus sentimentos para o lado positivo

6ª lição – Gerencie seus pensamentos: trabalhe seus pensamentos negativos e acelerados; não seja escravo deles

7ª lição – Proteja os solos da memória: cuide e conserve os arquivos de sua personalidade

8ª lição – Trabalhe suas perdas e frustrações: procure usar suas perdas e frustrações como lições para seu amadurecimento

9ª lição – Seja empreendedor: corra atrás de seus sonhos, seja ousado, explore o desconhecido, experimente, mesmo que haja riscos

10ª lição – Inteligência espiritual: tenha consciência de que a vida é uma grande resposta. Procure por Deus e agradeça a Ele pelo dia, noite, sol e universo todos os minutos.

Outro fato curioso comprovado pelas pesquisas é que a felicidade não pode ser comprada, mas herdada. Os pesquisadores da Universidade de Edimburgo fizeram um estudo com mil pares de gêmeos idênticos e não idênticos e descobriram que cerca de metade das diferenças em relação à felicidade são genéticas. Puderam identificar genes em comum que resultam em certos traços de personalidade e predispõem as pessoas à felicidade.

A felicidade caracteriza-se pela capacidade que cada ser humano tem de enxergar a vida de forma mais ampla e de tentar dar um peso equilibrado aos seus diferentes aspectos, já que todos são importantes. “Buscar a felicidade é crescer, abrir-se para si, recuperar e buscar as forças de vida que nos impulsionam, como a curiosidade, o conhecimento, aprender a pensar, a escolher com liberdade e responsabilidade”, esclarece o médico Oswaldo Netto.

Esse é o caminho que a evangélica Anne Caroline Silva, de 25 anos, da Primeira Igreja Batista de Niterói (RJ) segue. Ela considera como felicidade a satisfação de seus desejos e vontades, mas sempre sendo leal aos seus princípios. “Mesmo a adversidade traz algo que podemos aprender para nos tornarmos melhores e mais fortes”.


Pastor Joaquim de Andrade opina que a Bíblia promete uma vida feliz aqui e agora, porém não da maneira como muitos líderes estão propagandeando, com garantias de melhor emprego, casa ou carro

Tanto Caroline como sua colega Cristina Cerqueira, de 33 anos, da Igreja Nova Vida da Tijuca (Rio de Janeiro), consideram pequenos atos do dia-a-dia como felicidade. Cristina tenta obter essa sensação fazendo o que gosta, conquistando o equilíbrio, sendo grata a Deus e buscando a companhia dos amigos e dos bichos de estimação. Quando estão tristes, as duas procuram a presença dos amigos e a conversa com Deus. Tanto elas como os psicólogos consideram a tristeza um sentimento fundamental para se alcançar a felicidade. “Se estamos tristes, talvez devamos permanecer um pouco assim para entendermos o que se passa, nos fortalecermos para enfrentar e conhecer a realidade. A tristeza faz parte da vida, afinal temos perdas”, afirmam. E as manifestações humanas, afetivas e emocionais não são doenças.

À luz da Bíblia, o conceito de felicidade tem um viés completamente distinto da opinião materialista, associada a realização. A felicidade bíblica não tem nenhuma ligação com o “ter”, “ser” e o “poder” tão almejados pela grande maioria das pessoas. Ao contrário disso, ela é uma experiência de satisfação plena e contínua em Deus, em que até mesmo os aspectos negativos da vida recebem relevância positiva para o aperfeiçoamento desta satisfação. Paulo foi um grande exemplo disso. Apesar do sofrimento, fome e perseguições, mostrou-se incisivo ao afirmar: “Sinto-me profundamente alegre em todas as minhas tribulações”.


FELICIDADE, SAÚDE, GÊNERO, RELIGIÃO

Não são poucos os estudos científicos que ligam a felicidade a uma melhora na saúde. Isso é determinado não só pela liberação do conhecido cortisol, mas aos aspectos psicológicos e emocionais que são despertados quando se está feliz. Embora os estudos ainda estejam no início, alguns resultados são animadores. Entre eles, os feitos pelos pesquisadores do University College, em Londres, que descobriram que a felicidade está diretamente ligada ao bom funcionamento do sistema endócrino e cardiovascular.

Os estudos foram liderados por Andrew Steptoe e detectaram algumas correlações fortes entre os mais felizes e os que menos liberavam cortisol na saliva, substância associada a condições como diabetes do tipo 2 e hipertensão. Outro aspecto curioso das pesquisas foi a descoberta de que homens e mulheres igualaram-se nas taxas de felicidade. Há dez anos, a taxa dos homens que se diziam “felizes” era de 69%. Hoje 75% das brasileiras se dizem “felizes”, contra 78% no caso dos brasileiros. A dedicação a uma religião também é um fator importante quando o assunto é felicidade. Entre os evangélicos, o índice dos que se dizem “felizes” é de 83%, contra os 61% dos praticantes de outras religiões.


Segundo o psicólogo Sérgio Fonseca, “a alegria não é um estado permanente da condição humana, como se homens e mulheres estivessem imunizados à dor ou aos dissabores da vida”. Pelo contrário, dificuldades, sofrimentos e problemas são fatores essenciais para que a felicidade exista. Afinal, há tempo para todas as coisas, “tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria” (Ec 3.4). A tristeza de hoje pode ser necessária para a alegria do amanhã.

Rogério Nascimento, pastor da Igreja O Brasil para Cristo de Erechin (RS), explica essa contradição: “A felicidade do ímpio é um contentamento condicionado às suas experiências, enquanto que a felicidade em Cristo Jesus é incondicional, e não depende das circunstâncias”. Ele diz ainda que “a felicidade bíblica não tem a ver com essa alegria que se contrapõe à tristeza, mas com a tristeza que convive em harmonia com a felicidade. Uma grande perda pode nos deixar tristes, no entanto isso não altera nosso estado de satisfação em Deus”.


ALEGRIA DUPLA

Ele é Malta Júnior. Locutor, radialista, ator e dublador. Ela é Rosane Félix. Locutora e radialista e, como ela mesmo disse, amante das compras e do riso. Os dois são casados há dez anos e vivem uma união feliz. Sim, são felizes e são alegres, representantes de um bom humor invejável que é estampado nos períodos em que trabalham, principalmente no microfone da rádio 93FM.

Diante do tema felicidade, Enfoque convidou os dois para que explicassem o fenômeno de estar de bem com a vida incessantemente, sempre feliz com o que se tem e com o que não se tem, seja diante do bom ou do péssimo acontecimento. Malta explicou: “Acho que quando eu nasci, ao invés de chorar, eu devo ter rido muito, porque sou assim por natureza”, fala, rindo.

Rosane concorda e diz que sua alegria sempre foi espontânea. “Não acho que seja exatamente um dom de Deus, mas uma questão de temperamento. Sou alegre em qualquer situação.” Ela lembra que quando criança, sua mãe achava que ela tinha o “espírito da chocarrice”. Nem isto dificultou que a garota mantivesse seu sorriso contagiante e sua risada gostosa. Até mesmo no enterro de seu pai, Rosane deixou escapar o humor porque seu avô, ao jogar flores no túmulo, dentro da cova, quase caiu lá dentro e a moça desandou a rir.

O casal diz que foram feitos um para o outro e o lar é cheio de uma rotina engraçada e incomum. “Eu não aguentaria ser casado com uma mulher mal-humorada”, afirma o marido. Ele nota que, infelizmente, existem pessoas que podem sorrir bastante porque têm um temperamento alegre, mas não são felizes. E existem outras que não são tão alegres, mas são extremamente felizes e bem resolvidas.

Os dois, membros da Igreja Nova Vida, podem ser vistos como privilegiados porque vivem verdadeiramente uma rotina de alegria e felicidade, apesar de terem momentos de insatisfação. E Malta dá um conselho: “Seja para quem vai se casar ou já está casado, é importante viver uma vida com risos porque isto traz saúde e vigor. Tentar viver bem sorrindo e com bom humor, mesmo com as limitações de cada um, é fundamental”.


De acordo com o pastor Joaquim de Andrade, diretor executivo do CREIA (Centro Religioso de Estudos e Informações Apologéticas), “a Bíblia nos promete uma vida feliz aqui e agora; porém não da maneira como muitos líderes estão propagandeando. Isto é, ‘siga a Jesus e tenha o melhor emprego, a melhor casa, o melhor carro etc’”. Para ele, a felicidade cristã está totalmente relacionada com a promessa de vida eterna, pois “se esperássemos experimentar a felicidade somente nesta vida, conforme as Escrituras relatam, seríamos os mais miseráveis de todos os homens. Como acreditamos na vida eterna, somos o povo mais feliz do mundo”.

Ao que tudo indica, a afirmação de Andrade não é uma mera opinião. Uma pesquisa recentemente realizada na América do Norte pela PewResearchCenter comprova esta teoria e vai além. Entre os indivíduos que freqüentam a igreja assiduamente e aqueles que assistem aos cultos uma vez por mês ou menos, os mais participativos – independentemente da situação socioeconômica – tendem a ser mais felizes.

Para Nascimento, a melhor definição bíblica de felicidade está em Habacuque 3.17: “Ainda que a figueira não floresça, e não haja frutos na videira, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exaltarei o Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação, pois o Senhor, o Soberano, é a minha força”.

A essência da felicidade cristã é o conhecimento do verdadeiro sentido da vida. Na medida em que o indivíduo procura modelar a mente segundo a proposta do Evangelho, seus critérios e avaliações recebem valores diferentes e todas as suas percepções de mundo sofrem profundas alterações. À luz das bem-aventuranças, o egoísmo passa a ser amor, a agressividade se transforma em gentileza, a crueldade em amabilidade e compreensão, e a desumanidade no serviço fraterno. A partir daí, a felicidade é apenas uma conseqüência.


PARA SABER MAIS:

Conquiste a Felicidade, Lécio Dornas, MK Editora.
Dez Leis para Ser Feliz, Augusto Cury, Editora Sextante.
Felicidade Aqui e Agora, Andrew Matthews, Editora Sextante.
Alegria e Vitalidade, não Importa a Idade, Suzy Allegra, Editora Cultrix.
Dá pra Ser Feliz... Apesar do Medo, Flávio Gikovate, Mg Editores.
Alegria: a Felicidade que Vem de Dentro, Osho, Editora Cultrix.
Mais Platão, Menos Prozac, Lou Marinoff, Editora Record.
Vai Dar Certo, Jael Coaracy, Editora Best Sellers.
Siga Seu Coração, Andrew Matthews, Editora Sextante.

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