O impasse sobre a aprovação dos dois projetos de lei que prometem
criminalizar a homofobia no Brasil – o PL6418 e o PLC122, largamente
explanados na reportagem “Querem nos calar”, publicada na edição de
outubro/2007 de Enfoque –
passaram a virada do ano repousando no Congresso Nacional como lava
dentro de um vulcão prestes a entrar em erupção. Retomadas as
atividades parlamentares na Câmara e no Senado, o assunto volta à mesa
de negociações.
Enquanto isso, o povo evangélico se divide em dois grupos distintos.
Aqueles que lutam contra os avanços da agenda gay e aqueles que apenas
assistem ao resultado desta efervescente discussão, dispensando
qualquer ação efetiva por julgarem alarmismo toda esta mobilização.
Mas, afinal, haverá de fato uma mordaça gay? Os cristãos correm riscos
de terem sua liberdade de expressão cerceada? Qual o futuro da causa
homossexual no Brasil e no mundo?
Para esclarecer essas dúvidas e estabelecer um panorama do
movimento gayzista brasileiro, que é diretamente influenciado pelas
conquistas norte-americanas, Enfoque
entrevistou o cientista político Peter LaBarbera, 45, especialista em
questões ligadas aos movimentos de desconstrução social. LaBarbera
também é presidente-fundador da associação Americans for Truth About
Homossexuality (Americanos pela Verdade sobre a Homossexualidade), uma
organização não-governamental criada em 1996 que, alicerçada nos
princípios contidos na Bíblia, tenta expor e conter o avanço da agenda
homossexual na América do Norte. Usamos a expressão “tenta” porque a
AFTAH é apenas uma pequena organização cristã diante das gigantescas
ONGs pró-homossexualismo que recebem verbas de até 30 milhões de
dólares para militar em prol dos direitos que visam indiretamente
criminalizar o posicionamento cristão com relação à prática
homossexual.
LaBarbera é considerado o maior ativista em oposição à
militância gay nos Estados Unidos. Ex-repórter do Jornal Washington
Post e ex-editor do jornal Human Events, há 18 anos deixou a carreira
jornalística para se dedicar ao ativismo pró-vida e pró-família.
Trabalhou como diretor executivo do Illinois Family Institute, foi
analista de estudos culturais do Family Research Council, e também
editor/escritor da CWA (Concerned Women of America) uma organização
feminina com mais de 400 mil associadas que visa restabelecer os
alicerces da família tradicional através dos princípios bíblicos.
Na mídia impressa, os maiores jornais e agências de comunicação
do mundo (The New York Times, Los Angeles Times, Wall Street Journal,
Washington Post, Associated Press, Reuters, Chicago Tribune, entre
outros) costumam destacá-lo como especialista em questões homossexuais.
Mesmo sendo alguém que rejeita a hipótese do nascimento gay e
que trata o homossexualismo como uma orientação sexual pecaminosa,
cujos adeptos – acredita ele – podem ser libertados, LaBarbera não se
enquadra na caricatura de homofóbico zangado, ainda que alguns
ativistas o descrevam assim. Ele debate com civilidade e respeito,
embora diante de acusações absurdas como as que freqüentemente ouve, do
tipo “Você é um homossexual reprimido!”.
Nesta entrevista exclusiva à Enfoque,
ele fala sobre as tentativas de criminalização do cristianismo no
mundo, dos perigos do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da
importância da igreja em combater veementemente a glamorização da
cultura homossexual que se propaga pela mídia, em escolas e
universidades, afetando crianças e jovens adolescentes.
ENFOQUE – Como você classifica a agenda gay no mundo? Está se tornando mais forte do que a Igreja?
LABARBERA
– A agenda gay, atualmente conhecida como GLBT (Gays, Lésbicas,
Bissexuais e Transgêneros), é basicamente tudo o que promove a
aceitação do homossexualismo em qualquer uma de suas quatro categorias
(confusão de sexos) diante da sociedade e da lei. Isso inclui a defesa
da união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo, adoção de crianças
por parte de casais homossexuais, lançamento de programas educacionais
pró-homossexualismo nas escolas, assim como leis que, visando combater
os crimes de ódio, serão utilizadas para restringir a liberdade de
expressão dos que se opõem à homossexualidade e à orientação sexual
ilícita.
São leis de combate à discriminação que erroneamente criam
“direitos civis” e “direitos humanos” baseados na imoralidade, no
comportamento homossexual destrutivo; leis que trazem aceitação para a
idéia radical de que homens podem mudar seus sexos – dados por Deus –,
tornando-se mulheres e vice-versa. Além disso, busca-se a mudança de
preceitos militares para que haja a aceitação de homossexuais nas
Forças Armadas; a imposição de portarias que forçam os cristãos e
aqueles que se posicionam contra o homossexualismo a ouvirem palestras
pró-gay em seus trabalhos; e a luta de teólogos simpatizantes à causa
que desejam reescrever a Bíblia na tentativa de retificar as passagens
que consideram a prática homossexual ato pecaminoso. São esforços que
se unem para negar a verdade de que Deus pode ajudar homossexuais a
mudar suas orientações, já que eles não nascem dessa forma.
ENFOQUE – Na
sua opinião, o povo cristão conseguirá resultados contra os avanços da
militância gay, considerando que esta recebe subsídios de fundações
multimilionárias? Você não sente que às vezes a nossa cruzada parece em
vão e que deveríamos apenas nos limitar a pregar o Evangelho?
LABARBERA
– Eu não sei. Nós perdemos a batalha contra a legalização do aborto nos
Estados Unidos, mas agora o Pró-Vida vive um grande momento, por isso
as coisas podem mudar. A Bíblia diz que dias difíceis aguardam a
humanidade, ao passo que o mundo, da maneira como o conhecemos,
aproxima-se do fim. No entanto, ela também nos diz para não tentar
prever o retorno de Jesus. Alguns cristãos optam por abandonar as
guerras culturais, pois eles presumem que isso tudo se trata apenas de
sinais do fim dos tempos.
Imagine como os cristãos devem ter se sentido na Alemanha
quando Hitler começou sua expansão genocida contra os judeus e outros
povos! Foi errado os cristãos tornarem-se alheios aos acontecimentos
políticos e culturais – isso teve conseqüências devastadoras – por isso
considero igualmente errado fazer isso hoje. Cristãos que vivem em
sociedades democráticas têm obrigação de estar a par de todos os
acontecimentos. Muito me entristece ver o povo cristão alheio às
políticas públicas em sociedades democráticas, enquanto ativistas
trabalham sem trégua para alcançar seus objetivos destrutivos.
Democracias de qualidade necessitam de cidadãos bons e informados;
aqueles que se envolvem com os problemas locais são de alguma forma
recompensados. O problema é que nos Estados Unidos a esquerda é
superenvolvida no meio político, enquanto que dezenas de milhões de
evangélicos e cristãos que acreditam na Bíblia não estão envolvidos de
nenhuma forma.
Eu não acho que os cristãos precisam fazer uma escolha entre se
engajar no meio político e serem fiéis praticantes do Evangelho. Você
pode fazer as duas coisas. Certamente, precisamos de reavivamento
espiritual para conseguirmos promover mudanças em países como o Brasil,
os Estados Unidos ou outra nação – e nós estamos testemunhando nos
Estados Unidos a profunda crise moral que ocorre quando um povo deixa
Deus para trás. Mas no que diz respeito à política pública, se os
verdadeiros cristãos não se opuserem à legislação homossexual
opressiva, que ajuda a solidificar a aceitação do comportamento imoral,
então quem o fará?
ENFOQUE – Em
breve o mundo conhecerá o novo presidente dos Estados Unidos. Sabemos
que as decisões tomadas por essa nação têm grande impacto nas
iniciativas de muitos outros países, como o Brasil, por exemplo. Diante
deste cenário, que conseqüências devem afetar o mundo nos próximos anos?
LABARBERA
– Se um democrata for eleito em novembro, certamente leis e portarias
serão aprovadas em favor dessa causa. A “criminalização do
cristianismo” evoluirá nos Estados Unidos. Isso ajudará a difundir a
causa pelo mundo. Se um republicano (John McCain) for eleito, as coisas
provavelmente continuarão da mesma maneira que estão atualmente, com
Bush no comando. Mesmo assim, não podemos afirmar se McCain será mais
aberto do que Bush às questões da legislação pró-homossexualismo. Nos
últimos dias da administração de Bush, parece que a Casa Branca está se
tornando mais branda em relação aos direitos dos homossexuais.
ENFOQUE – Alguns
grupos gays como o NAMBLA já lutam em prol da legalização de relações
homossexuais entre homens e meninos, menores de 18 anos. Você acha que
a conquista de liberdade sexual entre adultos e crianças será o futuro
da agenda gay ou isso nunca irá acontecer?
LABARBERA
– A NAMBLA (Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Meninos)
é apenas um pequeno grupo que costuma participar de paradas gays aqui,
mas agora é denunciada pelas demais entidades homossexuais. Afinal,
eles sabem que associar-se a organizações que defendem abertamente a
pedofilia é um ato deletério para a causa em si. No entanto, os
ativistas homossexuais estão trabalhando para diminuir a idade de
consentimento para o sexo entre iguais, fato este que de certa forma
vai ao encontro de um dos objetivos da NAMBLA, pois tornará a prática
legal para adolescentes que praticam a sodomia. A realidade alarmante é
que muitos jovens hoje morrem de Aids após serem infectados por
homossexuais mais velhos.
ENFOQUE – Recentemente,
diversos escândalos envolvendo pastores renomados da sociedade
americana vieram à tona. Um deles foi o caso de Ted Haggard, ferrenho
oposicionista da causa homossexual, na época presidente da Associação
dos Evangélicos dos Estados Unidos e conselheiro pessoal do presidente
Bush. Foi descoberto que há três anos ele mantinha relações
homossexuais com um garoto de programa. Um outro caso foi o do pastor
Jeff Devore, preso por ter distribuído pornografia infantil. Que
efeitos esses constantes escândalos estão causando na luta do povo
cristão contra a agenda gay nos Estados Unidos?
LABARBERA
– Os escândalos sexuais obviamente diminuíram o respeito pela igreja
cristã nos Estados Unidos. Não há nada que a mídia e a esquerda gostem
mais do que sinais de hipocrisia na igreja. No entanto, eu considero
que as três grandes ameaças, no que diz respeito à homossexualidade e à
igreja, são: a resistência contínua de muitos pastores e igrejas de se
envolverem em questões políticas e culturais, ou seja, utilizar-se
desses recursos para a defesa da moral bíblica; crescimento de
movimentos ateístas no país; desenvolvimento do chamado evangelismo de
esquerda. Líderes como Tony Campolo e Jim Wallis, por exemplo, que
defendem publicamente a criação de leis que favoreçam os homossexuais
em nome da justiça cristã.
ENFOQUE – Em
algumas regiões dos Estados Unidos, o casamento homossexual e a adoção
de crianças por casais gays já são legalmente possíveis. Como as
igrejas evangélicas localizadas nessas regiões têm lidado com esta
situação?
LABARBERA
– Eu não creio que tais igrejas estejam conseguindo ser efetivas em
relação a essas questões, com algumas poucas exceções. Algumas, por
exemplo, têm conseguido auxiliar na aprovação de emendas que ratifiquem
apenas a união entre homens e mulheres. Entretanto, em alguns estados
onde a causa homossexual é mais consistente, a igreja não parece ter
voz ativa, e sua influência junto à população não é significante ao
ponto de modificar opiniões a respeito desse tópico. É uma pena, pois
os homens cristãos deveriam estar sempre em posição de liderança na
batalha do bem contra o mal. Quando cristãos se abstêm dessa condição
ou quando as ideologias cristãs são substituídas por teologias
liberais, as conseqüências são nefastas.
ENFOQUE – Já existe alguma igreja nos Estados Unidos que tenha sido obrigada a celebrar um casamento gay?
LABARBERA
– Não. Felizmente isso ainda não aconteceu nos Estados Unidos, mas em
um futuro próximo tenho certeza que haverá processos contra igrejas que
se recusarem a fazê-lo. Afinal, os falsos liberais associam a oposição
à homossexualidade ao ódio e ao racismo, e isso é proibido em nossa
Constituição.
ENFOQUE – Você acredita que no futuro a liberação homossexual possa determinar o fim da liberdade religiosa?
LABARBERA
– Eu realmente espero que não. No Canadá, nota-se uma oposição pública
à mesma, já que em dada ocasião os tribunais de direitos humanos dos
homossexuais, ligados à situação, excederam-se ao perseguir cristãos
que se opuseram de maneira pacífica à liberdade homossexual. Como
conseqüência, alguns segmentos da mídia reprovaram essa atitude e
chegaram a sugerir que esses tribunais fossem fechados. O fato é que os
“direitos” dos homossexuais e a fundada crença dos cristãos nas
verdades da Bíblia são incompatíveis.
ENFOQUE – Que
resultados podemos esperar do movimento Pró-vida, organizado pela
VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã) aqui no Brasil?
LABARBERA
– Minha esperança é que os membros da VINACC sejam bravos e capazes de
propagar a verdade de Deus junto à população, não permitindo que o
governo seja convencido de que deve apoiar a missão dos homossexuais
como sendo um fundamento dos “direitos humanos”. Afinal, não é possível
admitir que os “direitos humanos” sejam baseados em perversões sexuais
e comportamentos pecaminosos que podem perfeitamente ser modificados.
Eu torço para que a VINACC seja bem-sucedida em sua missão de fundar
ministérios “ex-gays” por todo o Brasil, onde as pessoas que lutam
contra esses desejos impuros possam se encontrar e receber auxílio na
busca pela cura. Assim, a sociedade saberá que ninguém precisa ser gay
se não quiser. Como exemplo, podemos citar o ex-gay Stephen Bennet, que
criou seu próprio site – www.sbministries.org.
Eu ainda espero que através de conferências da VINACC, as
pessoas possam realmente agir em favor de nossa causa pela verdade, não
permitindo que o agressivo movimento homossexual tenha sucesso em
aprovar leis e emendas que os beneficiem. Se os verdadeiros cristãos
brasileiros não agirem agora na defesa de sua liberdade, seu direito de
defesa da moralidade histórica que a Bíblia prega certamente também
estará comprometido.
ENFOQUE – Existe
alguma conseqüência política para a Igreja como um todo se
considerarmos o progresso dos movimentos homossexuais no Brasil e nos
Estados Unidos?
LABARBERA
– Sim, haja vista que eles simplesmente odeiam a Igreja em função de
ela ser defensora dos preceitos bíblicos – que desaprovam
comportamentos homossexuais – e de afirmar ser possível a “cura” desses
indivíduos através da palavra de Jesus. Essa é a razão pela qual
teólogos homossexuais especializados em revisão de textos estão se
empenhando tanto para modificar os versículos que discorrem sobre a
homossexualidade. Eles chegam ao ponto de inventar mentiras absurdas,
como a de que Davi e Jônatas eram amantes.
Eis um bom site que refuta os absurdos propostos pela teologia
homossexual – www.robgagnon.net. Todos os cristãos devem unir-se em
nome de Deus contra a infundada causa homossexual.
ENFOQUE – Um
dos aspectos políticos adotados pela Americans For Truth About
Homossexuality é não se envolver em nenhuma campanha política apoiando
candidatos. Em relação ao futuro presidente dos Estados Unidos, a AFTAH
apóia algum candidato?
LABARBERA
– Por ser uma organização sem fins lucrativos e isenta de impostos, a
AFTAH é proibida pela Constituição de se envolver nas campanhas
políticas presidenciais. Eu fundei o site Republicans For Family Values
(www.rffv.org), onde eu posso me manifestar em relação a essa questão e
expor o quão radicais os candidatos democratas são, na verdade. Barak
Obama e Hilary Clinton são extremamente radicais no que concerne à
homossexualidade e ao aborto, defendendo-os incondicionalmente. No
entanto, a maioria da população desconhece esses aspectos, pois eles
não são veiculados na mídia.
ENFOQUE – No
caso específico do Brasil, se os projetos de lei forem aprovados em
favor da causa homossexual, que tipo de conselho você daria aos
pastores e à Igreja?
LABARBERA
– Antes de tudo, IMPLORO à liderança brasileira para que se envolva
imediatamente em nossa luta a fim de evitar que isso aconteça. Esse é o
segredo, pois depois de as leis serem aprovadas, torna-se muito difícil
revogá-las. A Igreja precisa conscientizar seus fiéis das conseqüências
nocivas da aprovação de leis pró-homossexualismo, pois elas consideram
nosso direito de lutar em nome de Deus como crime. Veja o que aconteceu
em países como Canadá, Suécia e Inglaterra: pastores foram presos por
se oporem ao homossexualismo durante os cultos.
Pregar contra a homossexualidade em nome de Deus nunca deveria
ser considerado um ato criminoso. Essas leis serviriam como trampolim
para que os casamentos homossexuais fossem aprovados, tornando árdua a
tarefa de empregadores de coibir comportamentos depravados de seus
funcionários, pois estariam assim infringindo uma lei. Quanto a coibir
atos violentos contra os homossexuais, isso é serviço da polícia, que
tem plena capacidade de fazê-lo. Não há a menor necessidade de o
governo criar leis e programas que protejam os homossexuais e busquem
tratá-los como iguais na sociedade. Assim como não se faz necessário
implantar programas curriculares nas escolas que incentivem a aceitação
do homossexualismo como sendo algo absolutamente normal.
ENFOQUE – Em
países onde o movimento homossexual já alcançou seus objetivos, como a
Espanha, por exemplo, já é possível apontar alguma conseqüência para a
Igreja e para a sociedade?
LABARBERA
– Com certeza. Na Inglaterra um pastor foi preso apenas por distribuir
panfletos cristãos durante um evento homossexual. Ele era apenas um
servidor de Deus em ação, que foi punido por infringir as leis “contra
a homofobia” naquele país. Essa palavra “homofobia” é relativamente
nova na nossa língua, sendo utilizada para intimidar aqueles que se
opõem ao homossexualismo.
Entretanto, eu não me sinto de forma alguma intimidado pelos
homossexuais, pois apenas sigo as determinações de Deus através da
Bíblia. No Canadá, muitos cristãos tiveram que gastar grandes somas de
dinheiro para se defenderem na justiça de acusações de discriminação e
violação dos direitos humanos. Nos Estados Unidos, a perseguição também
é crescente. Na Filadélfia, muitos cristãos foram presos e ameaçados
com graves sanções penais somente por terem lido o Evangelho em um
festival gay. Meu grande amigo Matt Barber foi despedido de sua empresa
Allstate Insurance Corporation só por ter escrito um artigo na internet
que criticava o casamento gay. Liberdades baseadas na religião e na
moralidade não podem coexistir com leis que favoreçam o
homossexualismo. Uma das duas deve prevalecer. No entanto, os
homossexuais afirmam que o estilo de vida é mais importante do que a
liberdade religiosa tradicional.
ENFOQUE – Alguns
ativistas pró-família no Brasil são radicais ao ponto de considerar a
escola uma zona de prostituição em potencial. Com isso, grande parte
deles defende o ensino caseiro, o famoso home school americano,
proibido no Brasil. Você apóia esta idéia?
LABARBERA
– Eu e minha esposa estamos educando em casa um de nossos filhos e eu
já vejo uma grande vantagem nisso, pois os pais determinam o que deve
ser ensinado às crianças. Aqui nos Estados Unidos, as orações diárias e
as aulas de ensino religioso com ênfase na adoração a Deus já não fazem
mais parte do cotidiano das crianças, mesmo em nosso país, que ainda é
a nação com o maior número de cristãos do mundo. Muito me entristece
constatar o quanto regredimos nesse aspecto. Isso se deve à perda de
qualidade no ensino público e às estratégias sociais e ideológicas
usadas para promover a imoralidade sexual e a chamada evolução radical.
Eu torço muito para que as escolas públicas brasileiras não
sigam esse caminho. Nós temos testemunhado uma expansão considerável da
aceitação do homossexualismo nas escolas. Isso começou nas
universidades, expandiu-se para as escolas de ensino médio e já se faz
presente em escolas de ensino fundamental e até mesmo nos jardins de
infância! Tudo com base na ideologia de que uma família composta por
membros do mesmo sexo é absolutamente normal.
The Gay, Lesbian, Straight Education Network é um grupo que
promove a homossexualidade, bissexualidade e transexualidade nas
escolas através do uso de várias táticas, tais como: inclusão de
matérias pró-homossexualismo no programa curricular, criação de grêmios
estudantis voltados aos homossexuais e treinamento do corpo docente com
o objetivo de ser favorável a essa causa. O resultado é uma verdadeira
lavagem cerebral, pois os alunos são expostos às opiniões de apenas um
dos lados.
ENFOQUE – Para finalizar, que mensagem você gostaria de deixar ao povo cristão brasileiro?
LABARBERA
– Vocês não devem se intimidar diante da ofensiva ateísta e imoral
proposta pelos homossexuais, que nada mais é do que a vanguarda da
coerção dos direitos cristãos. Deus é o mesmo “ontem, hoje e sempre”.
Ele não mudou sua opinião a respeito do homossexualismo, pois o
considera tão deletério à sociedade como o era há 4.000 anos atrás.
Contudo, a bondade de Jesus é infinita e Ele está disposto a perdoar
aqueles que nesse pecado se consomem. Devemos informar a população que
as pessoas que incidem nesse grave erro ainda têm salvação através do
honesto arrependimento e da comunhão com Deus.
Conquanto a humanidade esteja cada vez mais decadente, cabe a nós,
cristãos de fé, tentar salvar essa nova geração tão confusa e
superficial. Não devemos jamais temer nenhum ser humano em sua luta
pela verdade, pois a verdade somente a Deus pertence, e aqueles que
lutam ao seu lado serão recompensados. Assim como torço para que os
brasileiros não cometam os mesmos erros que os americanos estão
cometendo. Peço que torçam pelo nosso povo em nossa dura empreitada.
Obrigado!